Entre o riso e o choro, o drama da vida ou a comédia a cores ou a preto e branco. A verdade escondida que nos faz pensar e crescer, meras coincidências que nos dizem tanto ou quase nada, momentos bem passados de preferência partilhados, numa boa companhia e num pacote de pipocas.

domingo, 6 de dezembro de 2015

MARILÍA PÊRA - UMA ESTRELA RESPLANDECENTE

Marilía Pêra, um dos grandes nomes do cinema, teatro e televisão do outro lado do atlântico deixou-nos ontem, aos 72 anos, devido a um cancro no pulmão contra o qual lutava há já algum tempo. Marília era um dos nomes incontornáveis da arte e do espectáculo no Brasil ao nível de Fernanda Montenegro ou António Fagundes, só para mencionar os mais conhecidos do grande público, um Monstro na arte da representação que tão depressa nos fazia chorar para depois, logo a seguir nos soltar uma daquelas gargalhadas que nos deixam sem respiração. Conhecida em Portugal sobretudo pelas telenovelas, Marilía presenteou-nos com a sua arte em Brega e Chique, Top Model, Rainha da Sucata ou Os Maias e O Primo Basílio. Outra estrela resplandece e ilumina o firmamento hoje, com a mesma intensidade de luz e força com que viveu.

quinta-feira, 12 de novembro de 2015

O REGRESSO DOS DINOSSAUROS

 Jurassic World surge apenas 14 anos após o terceiro título da série, mas o mínimo que se pode dizer deste filme realizado por um quase desconhecido Colin Trevorrow é que valeu a pena a espera, em nada defraudando os seguidores da saga.


Com um elenco onde constam Chris Pratt, Bryce Dallas Howard e o vilão de serviço Vincent D'onofrio (da série Lei e Ordem) o filme começa com o Parque Temático a ter sérios problemas com quebras de receitas e aumento de despesas a que a sua administração se propõe combater com novos espécies criados em laboratório e genéticamente modificados, maiores e mais perigosos.

 

Desta forma estão criados os ingredientes de muita acção e adrenalina onde as criaturas se voltam contra os seus criadores e instalam o pânico - uma vez mais, mas nunca demais - entre as pessoas que visitam a ilha.



segunda-feira, 2 de março de 2015

50 ANOS DE MÚSICA NO CORAÇÃO

Quem nunca ouviu falar de Música no Coração? A geração de hoje sorri com algum desdém, mais atentos aos filmes com robôs e grandes cenas de carros, pancadaria e sexo do que aos clássicos de outrora que ajudaram a construir a história do cinema. E a situação piora quando o filme em causa é um músical, género geralmente depreciado pelos cinéfilos fãs de um cinema mais comercial, de um prazer quase imediato que não nos force a pensar muito. Para a geração anterior, daqueles que viveram a sua juventude - como eu - nos saudosos anos 80, o filme que ajudou Julie Andrews a ganhar o seu espaço no firmamento das estrelas imortais do mundo mágico da indústria do cinema, após Mary Poppins é a recordação de muitas histórias que nos foram sendo contadas pelos nossos pais e avós, de todas as vezes que foram ao cinema, das músicas conhecidas de cor e das lágrimas vertidas de cada vez que assistia a uma cena já vista e revista uma, duas, três, cinco vezes e às vezes mais. Música no Coração não é apenas um desfilar de músicas no cenário verdejante e idílico dos alpes onde esperamos a todo o momento ver aparecer o José Figueiras num figurino digno das aventuras da Heidi. O filme realizado por Robert Wise e que comemora hoje 50 anos vai para além da banda sonora, dos Oscares e da sua protagonista. O filme é a história da família Von Trapp e da noviça contratada para governanta durante a ocupação da Austria pelos nazis.

Angela Cartwright com a verdadeira Maria von Trapp em 2009
Debbie Turner, Marta von Trapp
Tinha sete anos quando fez o filme e depois de terminar o liceu, tornou-se esquiadora profissional. Tem quatro filhas e tem uma empresa que organiza eventos e se dedica à jardinagem.

Nicholas Hammond, Friederich von Trapp
Ator, escritor e produtor, vive na Austrália. Tinha 13-14 anos durante a rodagem de «Música no Coração». Foi o primeiro Peter Parker e Homem-Aranha na série (1977-79) e esteve em «Stealth» (05). Protagonizou um aclamado documentário, «Climbed Every Mountain with Nicholas Hammond», sobre a verdadeira história da família von Trapp.

Angela Cartwright, Brigitta von Trapp
A atriz britânica juntou ao êxito de «Música no Coração», quando tinha 11 anos, a série «Lost in Space (1965-68), mas acabou gradualmente por deixar para segundo plano a representação para se dedicar a duas grandes paixões, a escrita e a fotografia. Irmã de Veronica Cartwright («Alien»).

Christopher Plummer, Georg Johannes von Trapp
Detestou o filme, embora se tenha conformado com o facto de que a ele deve o reconhecimento eterno. Fez mais de 100 filmes e em 2011 tornou-se o mais velho ator a ganhar um Óscar, como secundário em «Assim é o Amor».

Julie Andrews, Maria von Trapp
«Mary Poppins», no ano anterior (64) valeu-lhe o Óscar de Melhor Atriz e «Música no Coração» corou uma década de glória. Fez «Herói Precisa-se», «Cortina Rasgada», «Querida Lili», «Tudo Boa Gente», «Victor/Victoria» e «A Vida É Assim». Redescoberta no século XXI com «O Diário da Princesa» e a voz da rainha em «Shrek».


Charmian Carr, Liesl von Trapp
Já não é a jovem «com 16 a caminho dos 17» (na verdade, já ia nos 21, menos sete que Julie Andrews), mas uma mãe de dois filhos que já é avó. Desistiu da representação e tornou-se decoradora de interiores na Califórnia.

Heather Menzies, Louisa von Trapp
Tinha 14 anos quando teve a estreia no cinema com «Música no Coração» e fez alguns filmes nos anos 70 e 80. Tentou sacudir o filme posando para a Playboy em 1973 e tornou-se ativista dos doentes de cancro e das suas famílias com a morte do marido, o ator Robert Uhrich, sendo presidente da fundação de investigação com o seu nome.

Kym Karath, Gretl von Trapp
Com cinco anos, era a von Trapp mais novinha (e quase se afogou na cena do barco), mas aos 3 já estava em «Os Nove Irmãos» ao lado de Henry Fonda. Participou em várias séries nos anos 60 e 70, mudou-se para França e casou, mas regressou aos EUA para criar o filho, que precisava de cuidados especiais. Está ligada precisamente a uma fundação para adultos que precisam de acompanhamento permanente devido a deficiência.

Fotografia tirada por Annie Leibovitz para a Vanity Fair: 50 anos de «Música no Coração»



Duane Chase, Kurt von Trapp
Tinha 13 anos a fingir que eram 11 quando se estreou no cinema com «Música no Coração». Participou apenas numa série, estudou geologia e agora é designer de software em Seattle.


sábado, 28 de fevereiro de 2015

DIÁRIO DE BORDO - A ÚLTIMA VIAGEM DE MR. SPOCK

Deixou-nos na passada sexta-feira, aos 83 anos, o inesquecivel Mr. Spock, personagem interpretado por Leonard Nimoy n'O Caminho das Estrelas, vítima de doença pulmonar, fruto de inúmeros anos de tabagismo apesar de ter deixado de fumar há 30 anos. Nimoy, cuja carreira ficará sempre marcada pelo simpático vulcano, participou em 2013 na recente versão da saga, deu a voz a Sentinel Prime em Transformers 3, além de ter participado em vários episódios de várias séries e dado a voz a diversas produções de animação e não só. O seu carisma e do personagem marcaram uma geração e a história da televisão e do cinema têm um lugar que o tempo não irá apagar. Certamente, existe desde sexta-feira mais uma estrela no céu. At´sempre Mr. Spock.

BLADE RUNNER - 34 anos depois

Está confirmada a sequela de Blade Runner, o clássico de ficção científica que juntou Harrison Ford e Rutger Hauer em 1982. Este novo filme, cujas gravações terão início no Verão de 2016 contará uma vez mais com a presença de Harrison Ford, agora com 72 anos e será dirigido pelo canadiano Dennis Villeneuve, enquanto Ridley Scott vai ficar agora pela produção. Entretanto, estreará nos próximos meses Star Wars - O Despertar da Força, também com o protagonista de Indiana Jones.

terça-feira, 24 de fevereiro de 2015

NOVIDADES

Às terças-feiras, As Minhas Pipocas vão apresentar uma lista de sugestões sobre alguns filmes recentemente estreados ou quase a estrear e que merecem - na minha opinião - um pouco de atenção e expectativa.

As 50 Sombras de Grey, o filme de que todos falam, ideal para apimentar uma relação a dois

 Insidious 3, se não defraudar os dois primeiros, mais um bom filme de terror para quem gosta do género

 Terminator: Genisys, muita curiosidade para ver o regresso de uma grande saga e de Arnord Schwarzenegger

 The Boy Next Door, Jennifer Lopez num jogo de emoções à imagem de Basta

The Cobbler ou a esperança nem sempre cumprida de ver Adam Sandler numa boa comédia


 The Loft, um thriller, 5 homens e uma mulher morta
 Insurgent, depois de Divergent a incógnita sobre as sequelas

Black or White, um drama familiar sobre temas importantes para rever Kevin Costner

AND THE OSCAR GOES TO...



- Melhor Filme: «Birdman»





- Melhor Ator Principal: Eddie Redmayne, em «A Teoria de Tudo»

- Melhor Atriz Principal: Julianne Moore, em «Still Alice»





- Melhor Ator Secundário: J. K. Simmons, em «Whiplash - Nos Limites»


- Melhor Atriz Secundária: Patricia Arquette, em «Boyhood»

- Melhor Realizador: Alejandro González Iñárritu, com «Birdman»

- Melhor Argumento Original: «Birdman»

- Melhor Argumento Adaptado: «O Jogo da Imitação»

- Melhor Guarda-Roupa: «O Grande Hotel Budapeste»

- Melhor Caracterização: «O Grande Hotel Budapeste»

- Melhor Filme Estrangeiro: «Ida», da Polónia

- Melhor Curta-Metragem: «The Phone Call», de Mat Kirkby e James Lucas

- Melhor Curta Documental: «Crisis Hotline: Veterans Press 1», de Ellen Goosenberg Kent e Dana Perry

- Melhor Mistura de Som: «Whiplash - Nos Limites»

- Melhor Montagem de Som: «Sniper Americano»

- Melhores Efeitos Especiais: «Interstellar»

- Melhor Curta de Animação: «Feast»

- Melhor Filme de Animação: «Big Hero 6»

- Melhor Direção Artística: «O Grande Hotel Budapeste»

- Melhor Fotografia: «Birdman»

- Melhor Montagem: «Whiplash - Nos Limites»

- Melhor Documentário: «Citizenfour»

- Melhor Música: «Glory», do filme «Selma»

- Melhor Banda Sonora: Alexandre Desplat, de «O Grande Hotel Budapeste»