Entre o riso e o choro, o drama da vida ou a comédia a cores ou a preto e branco. A verdade escondida que nos faz pensar e crescer, meras coincidências que nos dizem tanto ou quase nada, momentos bem passados de preferência partilhados, numa boa companhia e num pacote de pipocas.

terça-feira, 15 de abril de 2014

SOLTA-SE O BEIJO

Comemorou-se no passado dia 13 o Dia Mundial do Beijo e aqui pelas Pipocas, que ainda se emocionam com os beijos cinematográficos ou não, decidiram marcar esta data com uma selecção de alguns dos beijos mais famosos do cinema.

















e digam lá se não dá uma vontade danada de pegar na tal pessoa e dar aquele beijo?

RESURRECTION



Comecei hoje a ver Resurrection, uma das séries do momento em Portugal e não só. Tudo gira em torno de Jacob, um miúdo de oito anos que acorda misteriosamente em uma plantação chinesa, sem saber praticamente nada sobre a sua identidade, apenas o nome da sua cidade natal, Arcadia. É aqui que, pela mão do agente de emigração Martin Bellamy, Jacob vai encontrar o casal Langston, seus presumiveis pais. É aqui que o espectador leva o primeiro grande impacto, já que o filho dos Langston morreu há 32 anos. A partir daqui, começam as interrogações - cada vez mais - e a falta de respostas que nos vai prendendo ao ecrã com uma voracidade apenas semelhante ao apetite de Jacob e de outros que se seguem - como ele - regressados à vida sem qualquer explicação. Porquê? Que laço existe entre estes novos velhos habitantes de Arcadia? Qual o seu objectivo? Até que ponto aceitaríamos sem questionar o regresso de um ente querido já falecido? A verdade é que por agora, enquanto não começa a nova temporada de Walking Dead, as sessões da tarde têm nome: Resurrection e, para começar foram quatro os episódios assistidos quase sem interrupção.






quarta-feira, 5 de março de 2014

A FESTA DO CINEMA




As estatuetas estão atribuídas, sem grandes surpresas, numa festa do cinema bem atribulada e divertida, conduzida com a mestria habitual de Ellen DeGeneres e um elenco à altura - ou não estivesse a sala cheia de grandes actores, e embora o grande vencedor da noite tenha sido o Cinema, os galardoados foram os seguintes:


Melhor Filme
"12 Anos Escravo"


Melhor Realizador
Alfonso Cuarón, "Gravidade"

Melhor Ator
Matthew McConaughey, "O Clube de Dallas"


Melhor Ator Secundário
Jared Leto, "O Clube de Dallas"

Melhor Atriz
Cate Blanchett, "Blue Jasmine"

Melhor Atriz Secundária
Lupita Nyong'o, "12 Anos Escravo"

Melhor Argumento Original
"Her - Uma História de Amor", Spike Jonze


Melhor Argumento Adaptado
"12 Anos Escravo", John Ridley


Melhor Filme Estrangeiro
"A Grande Beleza", de Paolo Sorrentino (Itália)

Melhor Filme de Animação
"Frozen - O Reino do Gelo"

Melhor Curta-metragem de Animação
"Mr. Hublot", de Laurent Witz e Alexandre Espigares

Melhor Curta-Metragem
"Helium", de Anders Walter e Kim Magnusson

Melhor Documentário
"A Dois Passos do Estrelato", de Morgan Neville

Melhor Documentário de Curta-metragem
"The Lady in Number 6: Music Saved my Life", de Malcolm Clarke e Nicholas Reed

Melhor Banda Sonora Original
"Gravidade", de Steven Price

Melhor Canção Original
"Let It Go", de Kristen Anderson-Lopez and Robert Lopez, no filme "Frozen - O Reino do Gelo",

Melhor Design de Produção
"O Grande Gatsby", Catherine Martin e Beverley Dunn

Melhor Montagem
"Gravidade", Alfonso Cuarón e Mark Sanger

Melhor Montagem de Som
"Gravidade", Glenn Freemantle

Melhor Mistura de Som
"Gravidade", Skip Lievsay, Niv Adiri, Christopher Benstead e Chris Munro

Melhores Efeitos Visuais
"Gravidade", Tim Webber, Chris Lawrence, Dave Shirk e Neil Corbould

Melhor fotografia
"Gravidade", Emmanuel Lubezki

Melhor Guarda-Roupa
"O Grande Catsby", Catherine Martin

Melhor Maquilhagem e Cabelo
"O Clube de Dallas", Adruitha Lee e Robin Mathews

domingo, 2 de março de 2014

OSCARS 2014

A poucas horas da 86ª edição dos Oscars de Hollywood, apresentada uma vez mais por Ellen DeGeneres, ficam aqui os nomeados diversas categorias a concurso. Uma vez mais, por impeditivos de horário não irei poder assistir à cerimónia, mas aqui estarei para lhes apresentar os grandes vencedores desta festa do cinema.


MELHOR FILME

MELHOR REALIZADOR 

David O. Russell, por «Golpada Americana» 

Alfonso Cuarón, por «Gravidade» 

Alexander Payne, por «Nebraska» 

Steve McQueen, por «12 Anos Escravo» 

Martin Scorsese, por «O Lobo de Wall Street»

 

MELHOR ATRIZ


MELHOR ATOR


MELHOR ATRIZ SECUNDÁRIA


MELHOR ATOR SECUNDÁRIO


 

MELHOR ARGUMENTO ORIGINAL

«Golpada Americana», por Eric Warren Singer e David O. Russell
«O Clube de Dallas», por Craig Borten e Melisa Wallack
«Nebraska», por Bob Nelson

MELHOR ARGUMENTO ADAPTADO

«Capitão Phillips», por Billy Ray
«Filomena», por Steve Coogan e Jeff Pope
«12 Anos Escravo», por John Ridley
«O Lobo de Wall Street», por Terence Winter

MELHOR FILME DE ANIMAÇÃO (LONGA-METRAGEM)

MELHOR FILME ESTRANGEIRO

«A Caça» - Dinamarca
«Omar» - Palestina

MELHOR FILME DE ANIMAÇÃO (CURTA-METRAGEM)

«Feral»
«A Cavalo!»
«Mr. Hublot»
«Possessions»
«Room on the Broom»

MELHOR DOCUMENTÁRIO (LONGA-METRAGEM)

«The Active Killing»
«Cutie and the Boxer»
«Dirty Wars»
«The Square»
«20 Feet from Stardom»

MELHOR DOCUMENTÁRIO (CURTA-METRAGEM)

«CaveDigger»
«Facing Fear»
«Karama Has No Walls»
«The Lady in Number 6: Music Saved My Life»
«Prison Terminal: The Last Days of Private Jack Hall»

MELHOR CURTA-METRAGEM (IMAGEM REAL)

«Aquel No Era Yo»
«Avant Que De Tout Perdre»
«Helium»
«Pitääkö Mun Kaikki Hoitaa?»
«The Voorman Problem»

MELHOR FOTOGRAFIA

MELHOR MONTAGEM

MELHOR BANDA SONORA ORIGINAL

«Gravidade», por Steven Price
«Her - Uma História de Amor», por William Butler e Owen Pallett
«Filomena», por Alexandre Desplat
«Ao Encontro de Mr. Banks», por Thomas Newman

MELHOR CANÇÃO ORIGINAL

Alone Yet Not Alone, do filme «Alone Yet Not Alone» - Música por Bruce Broughton e letra por Dennis Spiegel (eliminada)
Happy, do filme Gru - O Maldisposto 2» - Música e letra por Pharrell Williams
Let it Go, do filme «Frozen - O Reino do Gelo» - Música e Letra por Kristen Anderson-Lopez and Robert Lopez
The Moon Song, do filme «Her - Uma História de Amor» - Música por Karen O e letra por Karen O e Spike Jonze
Ordinary Love, do filme «Mandela - Um Longo Caminho para a Liberdade», Música e Letra dos U2

MELHOR EDIÇÃO DE SOM

MELHOR MISTURA SONORA

MELHOR DIREÇÃO ARTÍSTICA

MELHORES EFEITOS VISUAIS

MELHOR GUARDA-ROUPA

«The Invisible Woman»

MELHOR CARACTERIZAÇÃO

«Jackass Presents: Bad Grandpa»

quarta-feira, 5 de fevereiro de 2014

CRÓNICA DE UMA MORTE ANUNCIADA

Philip Seymour Hoffman deixou-nos no passado dia dois de fevereiro, sendo encontrado morto no banheiro do seu apartamento de Manhattan, com uma agulha espetada em um dos seus braços e 50 doses de heroína que foram encontradas pela polícia, o que reforça a tese de overdose. Nos seus 46 anos de vida, já por diversas outras vezes o actor americano que ganhou um Oscar pelo seu desempenho em Capote, vira o seu nome conotado com o mundo das drogas, não só na sua "vida real" - quão real poderá ser uma vida sob o efeito de drogas e álcool? -, como em alguns dos seus filmes mais marcantes, em que a sua figura rubicunda e rechunchuda, por vezes introvertido outras explosivo conseguia quase sempre "roubar" a cena, mesmo não sendo protagonista. Seymour Hofman construiu uma carreira sólida feita sobretudo de papéis secundários em que o seu talento ficou bem demonstrado, casos de Perfume de Mulher, Quando Um Homem Ama Uma Mulher, A Ultima Hora, Antes Que o Diabo Saiba que Morreste, Jogos de Prazer, O Grande Lebowski, Magnolia, O Talentoso Mr.Ripley, Dragão Vermelho, Capote, Missão Impossivel 3, Jogos de Poder, A Duvida, The Master ou mais recentemente Os Jogos Da Fome. Seymour vivia com a sua namorada, a estilista Mimi O'Donnell, com quem teve três filhos e será sempre recordado como um exemplo para todos os aspirantes a actores, para o bem e para o mal, deixando um legado inestimavel.

domingo, 26 de janeiro de 2014

MAN OF STEEL

 Definitivamente, Man of Steel é o nome apropriado para este recente filme de um dos mais populares heróis da Marvel, o Super-Homem, tal é a quantidade de aço e afins que são pura e simplesmente dizimados do princípio ao fim em cenas de grandes efeitos especiais mas que resultam por vezes entediantes - na minha opinião - tal é a sucessão de prédios que rebentam pelo meio, viaturas destruídas e vidros a voarem pelo ar, num sem-número de mortes não vistas mas adivinhadas.

 Homem de Aço, realizado por Zack Snyder, que dirigiu entre outros Watchmen e 300 resulta num grande espectáculo visual com cenas próprias de um movimentado jogo de computador, mas nada traz de novo ao que conhecemos deste super-herói que se esconde sob o disfarce de Clark Kent. Falta-lhe conteúdo e mais um não sei quê de pequenos detalhes que faziam dos outros super-homens mais humanos do que esta máquina destruídora de Snyder.


 Com um Henry Cavill (À Fria Luz do Dia, Os Tudors ou Stardust) bem intencionado mas plastificado e uns vilões pouco convincentes (Michael Shannon), salvam-se sobretudo os secundários e categorizados Diane Lane - cada vez mais bonita e competente -, Russell Crowe, Kevin Costner e Laurence Fishburne, com a multifacetada e cada vez mais completa Amy Adams (Golpada Americana, Os Marretas, À Noite no Museu 2, Uma História de Encantar) a tentar segurar as pontas dum filme sem muito por onde pegar e que nos deixa pouco mais que indiferentes.