Entre o riso e o choro, o drama da vida ou a comédia a cores ou a preto e branco. A verdade escondida que nos faz pensar e crescer, meras coincidências que nos dizem tanto ou quase nada, momentos bem passados de preferência partilhados, numa boa companhia e num pacote de pipocas.

domingo, 2 de março de 2014

OSCARS 2014

A poucas horas da 86ª edição dos Oscars de Hollywood, apresentada uma vez mais por Ellen DeGeneres, ficam aqui os nomeados diversas categorias a concurso. Uma vez mais, por impeditivos de horário não irei poder assistir à cerimónia, mas aqui estarei para lhes apresentar os grandes vencedores desta festa do cinema.


MELHOR FILME

MELHOR REALIZADOR 

David O. Russell, por «Golpada Americana» 

Alfonso Cuarón, por «Gravidade» 

Alexander Payne, por «Nebraska» 

Steve McQueen, por «12 Anos Escravo» 

Martin Scorsese, por «O Lobo de Wall Street»

 

MELHOR ATRIZ


MELHOR ATOR


MELHOR ATRIZ SECUNDÁRIA


MELHOR ATOR SECUNDÁRIO


 

MELHOR ARGUMENTO ORIGINAL

«Golpada Americana», por Eric Warren Singer e David O. Russell
«O Clube de Dallas», por Craig Borten e Melisa Wallack
«Nebraska», por Bob Nelson

MELHOR ARGUMENTO ADAPTADO

«Capitão Phillips», por Billy Ray
«Filomena», por Steve Coogan e Jeff Pope
«12 Anos Escravo», por John Ridley
«O Lobo de Wall Street», por Terence Winter

MELHOR FILME DE ANIMAÇÃO (LONGA-METRAGEM)

MELHOR FILME ESTRANGEIRO

«A Caça» - Dinamarca
«Omar» - Palestina

MELHOR FILME DE ANIMAÇÃO (CURTA-METRAGEM)

«Feral»
«A Cavalo!»
«Mr. Hublot»
«Possessions»
«Room on the Broom»

MELHOR DOCUMENTÁRIO (LONGA-METRAGEM)

«The Active Killing»
«Cutie and the Boxer»
«Dirty Wars»
«The Square»
«20 Feet from Stardom»

MELHOR DOCUMENTÁRIO (CURTA-METRAGEM)

«CaveDigger»
«Facing Fear»
«Karama Has No Walls»
«The Lady in Number 6: Music Saved My Life»
«Prison Terminal: The Last Days of Private Jack Hall»

MELHOR CURTA-METRAGEM (IMAGEM REAL)

«Aquel No Era Yo»
«Avant Que De Tout Perdre»
«Helium»
«Pitääkö Mun Kaikki Hoitaa?»
«The Voorman Problem»

MELHOR FOTOGRAFIA

MELHOR MONTAGEM

MELHOR BANDA SONORA ORIGINAL

«Gravidade», por Steven Price
«Her - Uma História de Amor», por William Butler e Owen Pallett
«Filomena», por Alexandre Desplat
«Ao Encontro de Mr. Banks», por Thomas Newman

MELHOR CANÇÃO ORIGINAL

Alone Yet Not Alone, do filme «Alone Yet Not Alone» - Música por Bruce Broughton e letra por Dennis Spiegel (eliminada)
Happy, do filme Gru - O Maldisposto 2» - Música e letra por Pharrell Williams
Let it Go, do filme «Frozen - O Reino do Gelo» - Música e Letra por Kristen Anderson-Lopez and Robert Lopez
The Moon Song, do filme «Her - Uma História de Amor» - Música por Karen O e letra por Karen O e Spike Jonze
Ordinary Love, do filme «Mandela - Um Longo Caminho para a Liberdade», Música e Letra dos U2

MELHOR EDIÇÃO DE SOM

MELHOR MISTURA SONORA

MELHOR DIREÇÃO ARTÍSTICA

MELHORES EFEITOS VISUAIS

MELHOR GUARDA-ROUPA

«The Invisible Woman»

MELHOR CARACTERIZAÇÃO

«Jackass Presents: Bad Grandpa»

quarta-feira, 5 de fevereiro de 2014

CRÓNICA DE UMA MORTE ANUNCIADA

Philip Seymour Hoffman deixou-nos no passado dia dois de fevereiro, sendo encontrado morto no banheiro do seu apartamento de Manhattan, com uma agulha espetada em um dos seus braços e 50 doses de heroína que foram encontradas pela polícia, o que reforça a tese de overdose. Nos seus 46 anos de vida, já por diversas outras vezes o actor americano que ganhou um Oscar pelo seu desempenho em Capote, vira o seu nome conotado com o mundo das drogas, não só na sua "vida real" - quão real poderá ser uma vida sob o efeito de drogas e álcool? -, como em alguns dos seus filmes mais marcantes, em que a sua figura rubicunda e rechunchuda, por vezes introvertido outras explosivo conseguia quase sempre "roubar" a cena, mesmo não sendo protagonista. Seymour Hofman construiu uma carreira sólida feita sobretudo de papéis secundários em que o seu talento ficou bem demonstrado, casos de Perfume de Mulher, Quando Um Homem Ama Uma Mulher, A Ultima Hora, Antes Que o Diabo Saiba que Morreste, Jogos de Prazer, O Grande Lebowski, Magnolia, O Talentoso Mr.Ripley, Dragão Vermelho, Capote, Missão Impossivel 3, Jogos de Poder, A Duvida, The Master ou mais recentemente Os Jogos Da Fome. Seymour vivia com a sua namorada, a estilista Mimi O'Donnell, com quem teve três filhos e será sempre recordado como um exemplo para todos os aspirantes a actores, para o bem e para o mal, deixando um legado inestimavel.

domingo, 26 de janeiro de 2014

MAN OF STEEL

 Definitivamente, Man of Steel é o nome apropriado para este recente filme de um dos mais populares heróis da Marvel, o Super-Homem, tal é a quantidade de aço e afins que são pura e simplesmente dizimados do princípio ao fim em cenas de grandes efeitos especiais mas que resultam por vezes entediantes - na minha opinião - tal é a sucessão de prédios que rebentam pelo meio, viaturas destruídas e vidros a voarem pelo ar, num sem-número de mortes não vistas mas adivinhadas.

 Homem de Aço, realizado por Zack Snyder, que dirigiu entre outros Watchmen e 300 resulta num grande espectáculo visual com cenas próprias de um movimentado jogo de computador, mas nada traz de novo ao que conhecemos deste super-herói que se esconde sob o disfarce de Clark Kent. Falta-lhe conteúdo e mais um não sei quê de pequenos detalhes que faziam dos outros super-homens mais humanos do que esta máquina destruídora de Snyder.


 Com um Henry Cavill (À Fria Luz do Dia, Os Tudors ou Stardust) bem intencionado mas plastificado e uns vilões pouco convincentes (Michael Shannon), salvam-se sobretudo os secundários e categorizados Diane Lane - cada vez mais bonita e competente -, Russell Crowe, Kevin Costner e Laurence Fishburne, com a multifacetada e cada vez mais completa Amy Adams (Golpada Americana, Os Marretas, À Noite no Museu 2, Uma História de Encantar) a tentar segurar as pontas dum filme sem muito por onde pegar e que nos deixa pouco mais que indiferentes.






TOP 10 SÉRIES

 Aproveitando a deixa das séries, deixo aqui um top 10 de algumas das séries que de alguma forma me marcaram e que ainda hoje permanecem nas minhas melhores memórias. De fora, deixo as séries asiáticas, por já lhes ter feito referência anteriormente e ainda algumas que, de igual forma me recordo com saudade como Bonanza, Fama, O Tempo e o Vento, Alf, Miami Vice, entre muitas outras que ultrapassariam generosamente umas boas dezenas certamente. De referir que, não por acaso, não incluo neste top nenhuma série mais recente.

 Homem Rico, Homem Pobre - duelo de grandes actores entre Peter Strauss e Nick Nolte

 A Bela e o Monstro - a história de um amor onde as diferenças não contam

 Quem Sai aos Seus - um genial Michael J. Fox a encabeçar uma família divertidíssima

 Os Pequenos Vagabundos - uma produção franco-belga-suíça-canadiana, ainda antes d'Os Cinco

 O Polvo - Michelle Placido contra as teias da máfia

 Lace - um drama intenso com Phoebe Cates

 Dallas - cuidado com J.R. Ewing

 Uma Casa na Pradaria - as aventuras de Laura Ingalls



Pássaros Feridos - um amor proíbido

Sandokan - o magnetismo do tigre da Malásia


I SEE DEAD PEOPLE TOO!

Comecei já a assistir a 4ª temporada de The Walking Dead, esta série norte-americana que acompanha o percurso de Rick Grimes e do seu grupo de resistentes num mundo pós-apocalíptico povoado por zombies. Não tem sido costume comentar aqui sobre séries que não sejam asiáticas, talvez porque são muito poucas ou nenhumas aquelas que, actualmente, me conseguem prender ao ecrã durante mais do que um par de episódios. Esta série, baseada numa banda desenhada com o mesmo nome, conseguiu-o, desde a primeira temporada. Rick, Carl, Daryl, Glenn, Maggie e vários outros personagens dão-nos uma ideia da união de esforços nem sempre pacífica em torno de um ideal comum que é a sobrevivência a uma guerra desigual e aparentemente condenada ao fracasso, mas onde valores como a humanidade, o amor ao próximo ou a ideia de grupo, de um ser social consegue ainda sobrepor-se ao que poderia ser apenas a lei do mais forte, do olho por olho, dente por dente, por muito que ser humano possa por vezes confundir-se com fraqueza.

quinta-feira, 9 de janeiro de 2014

CARRIE - 37 ANOS DEPOIS

Carrie é o remake do filme de Brian De Palma, de 1976, baseado na obra de Stephen King e retrata a vida de  Carrie (uma vez mais brilhante a jovem Chloe Grace Moretz, que já vimos brilhar em Kick-Ass e Deixa-me Entrar), uma jovem oprimida por uma mãe  (muito bem também a veterana Julianne Moore) fanática pela religião.Além dos maus tratos em casa, Carrie também sofria com o abuso dos colegas de escola. Aos poucos, ela descobre que possui estranhos poderes que podem tornar-se muito perigosos para todos aqueles que a rodeiam e humilham.

a menstruação é uma cena lixada
 Realizado por Kimberley Peirce (Os Rapazes Não Choram), esta nova versão de Carrie não deixa, em minha opinião, nada a desejar em relação ao original, estrelado por Sissy Spacek e que  teve na muito talentosa Dakota Fanning uma das hipóteses para o papel principal ganho por Chloe. Não era tarefa fácil fazer um filme baseado em outro que foi e é uma referência nos filmes de terror, mas, sem fugir muito ao original e aliado às novas tecnologias que dão um ar mais moderno a esta história, o filme tem no desempenho das duas personagens principais um forte motivo de interesse para nos prender ao ecrã do princípio ao fim.




Chloe Grace Moretz acima em Carrie e aqui em Deixa-me Entrar, mas o mesmo estilo
na versão original ainda não havia telemóveis

terça-feira, 31 de dezembro de 2013

FELIZ 2014

Não é que o ano de 2013 tenha sido muito mau para mim - exceptuando a crise e todas as roubalheiras inconstitucionais de que não apenas eu, mas todos nós temos sido alvos - mas a verdade é que a vida é uma estrada de sentido único em que parar é ficar irremediávelmente ultrapassado. Sigamos pois em frente, na vida, nos sonhos, na interminável luta pela felicidade, de partilhas diárias, de pequenas mas significativas conquistas que nunca devem ser deixadas para um amanhã tantas vezes apenas imaginado. Sonhem como se fossem viver para sempre, vivam como se morressem amanhã, disse James Dean num iluminado momento da sua curta existência ou, por outras palavras, mais vale um ano feliz, intenso do que uma vida longa com a felicidade a duodécimos, emocionalmente controlada, despida de vida vivida, plena de sonhos que ficam irremediavelmente por concretizar num porvir que nunca mais chega ou chega tarde. A época é de desejos pessoais ou não, de consumo ou não, feitos daquela massa tantas vezes repetida de amor, riqueza e saúde das quais não sou excepção. Não precisamos de muito para sermos felizes - que se pode oferecer a quem tem quase tudo? Quero tudo isso, para mim e para os meus, quero um trabalho estável com um ordenado que não diminua de mês a mês, quero tempo para ser e fazer os meus mais felizes, tempo para amar - ainda mais -, e dinheiro - o suficiente - para que não só eu como os meus, familiares e amigos, todos no geral possamos ter um ano muito melhor do que 2013. Não me fico por aqui no que aos desejos diz respeito, quero emagrecer, ver o Sporting campeão, ver mais filmes do que vi este ano e outros - daqueles que temos receio de pronunciar em voz alta com medo que não se concretizem, e que não são menos prioritários do que os outros. E como o novo ano se aproxima a passos largos, indiferente às minhas extensas divagações termino desejando um bom e feliz ano de 2014 ou como diria um velho e saudoso jornalista: Façam o favor de ser felizes.