Comecei já a assistir a 4ª temporada de The Walking Dead, esta série norte-americana que acompanha o percurso de Rick Grimes e do seu grupo de resistentes num mundo pós-apocalíptico povoado por zombies. Não tem sido costume comentar aqui sobre séries que não sejam asiáticas, talvez porque são muito poucas ou nenhumas aquelas que, actualmente, me conseguem prender ao ecrã durante mais do que um par de episódios. Esta série, baseada numa banda desenhada com o mesmo nome, conseguiu-o, desde a primeira temporada. Rick, Carl, Daryl, Glenn, Maggie e vários outros personagens dão-nos uma ideia da união de esforços nem sempre pacífica em torno de um ideal comum que é a sobrevivência a uma guerra desigual e aparentemente condenada ao fracasso, mas onde valores como a humanidade, o amor ao próximo ou a ideia de grupo, de um ser social consegue ainda sobrepor-se ao que poderia ser apenas a lei do mais forte, do olho por olho, dente por dente, por muito que ser humano possa por vezes confundir-se com fraqueza.
domingo, 26 de janeiro de 2014
quinta-feira, 9 de janeiro de 2014
CARRIE - 37 ANOS DEPOIS
Carrie é o remake do filme de Brian De Palma, de 1976, baseado na obra de Stephen King e retrata a vida de Carrie (uma vez mais brilhante a jovem Chloe Grace Moretz, que já vimos brilhar em Kick-Ass e Deixa-me Entrar), uma jovem oprimida por uma mãe (muito bem também a veterana Julianne Moore) fanática pela religião.Além dos
maus tratos em casa, Carrie também sofria com o abuso dos colegas de
escola. Aos poucos, ela descobre que possui estranhos poderes que podem tornar-se muito perigosos para todos aqueles que a rodeiam e humilham.
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| a menstruação é uma cena lixada |
Realizado por Kimberley Peirce (Os Rapazes Não Choram), esta nova versão de Carrie não deixa, em minha opinião, nada a desejar em relação ao original, estrelado por Sissy Spacek e que teve na muito talentosa Dakota Fanning uma das hipóteses para o papel principal ganho por Chloe. Não era tarefa fácil fazer um filme baseado em outro que foi e é uma referência nos filmes de terror, mas, sem fugir muito ao original e aliado às novas tecnologias que dão um ar mais moderno a esta história, o filme tem no desempenho das duas personagens principais um forte motivo de interesse para nos prender ao ecrã do princípio ao fim.
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| Chloe Grace Moretz acima em Carrie e aqui em Deixa-me Entrar, mas o mesmo estilo |
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| na versão original ainda não havia telemóveis |
terça-feira, 31 de dezembro de 2013
FELIZ 2014
Não é que o ano de 2013 tenha sido muito mau para mim - exceptuando a crise e todas as roubalheiras inconstitucionais de que não apenas eu, mas todos nós temos sido alvos - mas a verdade é que a vida é uma estrada de sentido único em que parar é ficar irremediávelmente ultrapassado. Sigamos pois em frente, na vida, nos sonhos, na interminável luta pela felicidade, de partilhas diárias, de pequenas mas significativas conquistas que nunca devem ser deixadas para um amanhã tantas vezes apenas imaginado. Sonhem como se fossem viver para sempre, vivam como se morressem amanhã, disse James Dean num iluminado momento da sua curta existência ou, por outras palavras, mais vale um ano feliz, intenso do que uma vida longa com a felicidade a duodécimos, emocionalmente controlada, despida de vida vivida, plena de sonhos que ficam irremediavelmente por concretizar num porvir que nunca mais chega ou chega tarde. A época é de desejos pessoais ou não, de consumo ou não, feitos daquela massa tantas vezes repetida de amor, riqueza e saúde das quais não sou excepção. Não precisamos de muito para sermos felizes - que se pode oferecer a quem tem quase tudo? Quero tudo isso, para mim e para os meus, quero um trabalho estável com um ordenado que não diminua de mês a mês, quero tempo para ser e fazer os meus mais felizes, tempo para amar - ainda mais -, e dinheiro - o suficiente - para que não só eu como os meus, familiares e amigos, todos no geral possamos ter um ano muito melhor do que 2013. Não me fico por aqui no que aos desejos diz respeito, quero emagrecer, ver o Sporting campeão, ver mais filmes do que vi este ano e outros - daqueles que temos receio de pronunciar em voz alta com medo que não se concretizem, e que não são menos prioritários do que os outros. E como o novo ano se aproxima a passos largos, indiferente às minhas extensas divagações termino desejando um bom e feliz ano de 2014 ou como diria um velho e saudoso jornalista: Façam o favor de ser felizes.
sábado, 28 de dezembro de 2013
CITY HUNTER
E pronto! Ponto final no trajecto insaciável pelos 20 episódios de mais esta série de qualidade produzida pela Coreia do Sul com Lee Min Ho, Park Min Young, Lee Joon Hyuk e Kim Sang Joong nos principais papéis desta trama que se desenrola após mais um conflito entre as duas coreias que resulta na morte de vários agentes sul-coreanos às mãos dos seus compatriotas, devido a interesses do Estado. A vingança, meticulosamente preparada, sem pressas e aqui e além com alguns requintes de uma ironia cruel recai nas mãos de Lee Yoon Sung, filho de uma das vítimas do massacre que, sob as indicações e o treino rigoroso do único sobrevivente do atentado cresce com o único propósito de levar a cabo a vingança sobre aqueles que trairam os seus "irmãos" coreanos. City Hunter é uma história de vingança, mas também sobre os bastidores do poder e toda a corrupção envolvente, além de uma história de amor proíbido entre Lee Yoon Sung e a agente Kim Na Na. Chegado ao fim, com uma sensação já outras vezes sentida de que nem sempre os finais destes doramas atingem as expectativas criadas ao longo da trama, resta a nostalgia e a dúvida sobre o dorama seguinte, capaz de suscitar pelo menos tanto interesse como o anterior. É esse o encantamento singular dos filmes e séries asiáticos.
O REGRESSO DE JOHN McCLANE
"Tente não entrar em nenhuma confusão", é o pedido condenado ao fracasso de Lucy, a filha da personagem de Willis, antes deste apanhar o avião para a Rússia, onde se desenrola este A Good Day to Die Hard e também a premissa para pouco mais de hora e meia de acção, muita acção.
Nesta nova aventura dirigida pelo irlandês John Moore (aos 43 anos já dirigiu Max Payne e Atrás das Linhas do Inimigo), Bruce Willis contracena com Jai Courtney (o australiano que já vimos em Jack Reacher ou Spartacus) no papel de filho de John, a repetente Mary Elizabeth Winstead (Scott Pillgrim Contra o Mundo) como Lucy, a filha e o também alemão - como Bruce Willis - Sebastian Koch, celebrizado por As Vidas dos Outros e Sem Identidade. Destaque-se ainda a bonita presença da russa Yulia Snigir, mais uma personagem de uma lista interminável daqueles que tentam acabar com a vida do cowboy John McClane. Nunca é Um Bom Dia para Morrer mantém-se fiel à linha traçada desde o primeiro Die Hard e o resultado só poderia ser mais um excelente blockbuster capaz de proporcionar um bom entretenimento ao espectador.
domingo, 15 de dezembro de 2013
AS ESTRELAS NÃO MORREM
Lawrence da Arábia, aliás, Henrique II de Inglaterra, Lord Jim, Miguel de Cervantes, Robinson Crusué ou simplesmente Peter O'Toole, este camaleão e multifacetado actor irlandês faleceu ontem em Londres, aos 81 anos, vítima de doença prolongada. Recordista de nomeações para o Oscar, a verdade é que O'Toole nunca conseguiu vencer este prémio da Academia, sendo distinguido, no entanto com um Oscar honorário em 2003, pelo seu trabalho de uma carreira intensa. Sem ter sido um grande apreciador do seu estilo, apreciei bastante uma das suas últimas participações em Iron Road, em 2009 ou ainda Como Roubar um Milhão, ao lado de Audrey Hepburn. Longe de ser um actor consensual, a verdade é que O'Toole foi uma das grandes estrelas da história do cinema e como tal a sua memória nunca se apagará. O céu ganhou mais uma estrela, certamente.
domingo, 1 de dezembro de 2013
PAUL WALKER - UMA VIDA CHEIA
Soube da notícia hoje de manhã e nem queria acreditar. Paul Walker, o Brian O'Conner de Velocidade Furiosa tinha falecido ontem, como passageiro num acidente de carro, quando regressava de um evento de beneficiência da sua organização Reach Out Worldwide em Valencia, na Califórnia. Que ironia - pensei -, alguém que ficou famoso no cinema por conduzir a alta velocidade vir a morrer num acidente de carro. Por uma triste coincidência, nos últimos dias, andava a preparar um comentário sobre os mais recentes filmes deste californiano de 40 anos com ascendência irlandesas, inglesas e alemãs, comentários que irei postar muito brevemente num tempo mais oportuno.
Nascido a 12 de Setembro de 1973, Paul começou desde cedo com pequenas aparições na televisão, quer em comerciais como em séries, mas a fama surgiu na verdade com Velocidade Furiosa ao lado de Vin Diesel, só não tendo participado num dos seis filmes da série, embora tenha actuado em outros filmes de relevo como Sociedade Secreta, Antárctida, Medo de Morte ou Profundo Azul, entre outros.
Sem ser para mim um grande actor, Paul era bem mais do que uma cara bonita no ecrã. Pai de uma menina de 15 anos, Meadow, fruto da sua relação com a namorada Rebecca, este fã de Jacques Cousteau tinha outros hobbies como o surf, a praia, jiu-jitsu, carros e biologia marítima, uma das suas maiores paixões, tendo ainda estado no Chile e no Haiti em 2010 para acções de solidariedade devidos aos sismos aí verificados, além de ter participado num trabalho para a National Geographic numa reportagem que o levou a passar 11 dias na observação de sete grandes tubarões brancos. Actualmente, Paul Walker estava nos estúdios na gravação de dois novos projectos, Velocidade Furiosa 7 e Hitman, desconhecendo-se ainda as repercussões da sua morte nos mesmos. Definitiva apenas a morte, de um actor ainda jovem, de um homem que soube dar um significado à sua vida, sempre a grande velocidade, como ele gostava, mas também de forma intensa.
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