Faleceu ontem com 84 anos, em Itália o escritor Umberto Eco, conhecido especialmente pela sua primeira obra escrita em 1980, O Nome da Rosa, filme memorável lançado em 1986 por Jean-Jacques Annaud, com esse grande actor da sétima arte Sean Connery e um Christian Slater ainda a dar os primeiros passos, num elenco que contava ainda com brilhantes participações de Ron Perlman (A Bela e o Monstro) e Valentina Vargas, entre outros, um filme polémico sobre a investigação de um crime no seio da igreja. Umberto Eco acabou recentemente de escrever um livro que foca o mundo dos media, todo o seu poder e manipolização.
Mostrar mensagens com a etiqueta filmes. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta filmes. Mostrar todas as mensagens
sábado, 20 de fevereiro de 2016
terça-feira, 26 de janeiro de 2016
CONTADOR DE HISTÓRIAS
Faleceu esta semana Fernando Ávila, com 61 anos, realizador de alguns
trabalhos como O Crime Na Pensão Estrelinha, Estado de Graça, mas
sobretudo uma daquelas que para mim é das melhores séries portuguesas de
sempre Conta-me Como Foi, um retrato praticamente perfeito e
elucidativo da sociedade portuguesa antes da Revolução de Abril, para
ver, aprender e fazer-nos sorrir e pensar com algumas curiosidades que
hoje em dia podem parecer absurdas mas que eram na altura tidas como
naturais. Mais uma obra que nos é apresentada actualmente pelo canal
memória a merecer redobrada atençao.
Esta última semana o canal Memória presenteou-nos com um dos meus
clássicos preferidos, Scaramouche, de 1952, dirigido por George Sidney e
protagonizado de forma soberba por Stewart Granger e Mel Ferrer, com
Eleanor Parker e Janet Leigh, um filme sobre a injustiça entre a
diferença de classes e várias cenas das melhores dos filmes de "capa e
espada". imperdível para quem gosta do género.
quinta-feira, 12 de novembro de 2015
O REGRESSO DOS DINOSSAUROS
Jurassic World surge apenas 14 anos após o terceiro título da série, mas o mínimo que se pode dizer deste filme realizado por um quase desconhecido Colin Trevorrow é que valeu a pena a espera, em nada defraudando os seguidores da saga.
Com um elenco onde constam Chris Pratt, Bryce Dallas Howard e o vilão de serviço Vincent D'onofrio (da série Lei e Ordem) o filme começa com o Parque Temático a ter sérios problemas com quebras de receitas e aumento de despesas a que a sua administração se propõe combater com novos espécies criados em laboratório e genéticamente modificados, maiores e mais perigosos.
Desta forma estão criados os ingredientes de muita acção e adrenalina onde as criaturas se voltam contra os seus criadores e instalam o pânico - uma vez mais, mas nunca demais - entre as pessoas que visitam a ilha.
sexta-feira, 6 de fevereiro de 2015
UMA PROVIDÊNCIA CAUTELAR CONTRA NICHOLAS SPARKS
Basta! Não a mais filmes baseados nos livros de Nicholas Sparks, que nos fazem chorar quase com tanta facilidade como os discursos do ex-ministro Vitor Gaspar e de todos os restantes ex e actuais governantes. Haja paciência e kleenexs em quantidade indústrial para tantas lágrimas.
O Melhor De Mim é mais do mesmo, é revisitar O Diário da Nossa Paixão, A Melodia do Adeus, Um Amor Para Recordar ou As Palavras que Nunca Te Direi em quase duas horas de uma história com a marca de Sparks. No fundo, o romance tantas vezes já visto mas sempre actual a envolver duas pessoas de diferentes classes sociais numa luta contra o mundo e contra a lei das probabilidades, uma história tão banalizada mas que Nicholas Sparks consegue transformar num grande entretenimento cinematográfico, como já nos demonstrou tantas vezes e continua a fazê-lo sem demonstrar qualquer cansaço ou perda das qualidades que o tornaram num grande contador de histórias.
The Best Of Me mostra-nos um amor que não desvanece pela diferença de classes sociais, pelo tempo ou mesmo após a morte física de um dos intervenientes. Cresci a desejar que os amores verdadeiros fossem assim e hoje acredito, o que faz com que filmes como este continuem a deixar-me - confesso-o sem qualquer pejo - com uma lágrima ao canto do olho. Michael Hoffman é o realizador desta bela história, a querer relançar uma carreira que não conhece grandes encómios desde 1996 quando juntou os mediáticos Michelle Pfeiffer e George Clooney em Um Dia Em Grande, contando para isso com um elenco bastante competente a começar por Michelle Monaghan (Olhos de Lince) e James Marsden (X-Men) e ainda Luke Bracey (G.I.Joe) e o magnetismo de Liana Liberato (Se Eu Ficar). Como curiosidade, apenas acrescento que o papel atribuido a James Marsden era originalmente para Paul Walker, o malogrado actor de Velocidade Furiosa. Para quem ainda gosta de se deixar envolver pelas emoções do coração, muitas boas razões para não perder um bom filme.
segunda-feira, 1 de dezembro de 2014
O DIA DA PURGA - Ficção ou Realidade?
The Purge é um daqueles filmes que, sem ser um grande filme - longe disso -, deve deixar-nos preocupados, devido à sua mensagem de uma violência gratuita e atroz em que as semelhanças com a realidade são muito mais do que simples coincidências. James Sandin ( Ethan Hawke, que já tinha trabalhado com o realizador James DeMonaco em Assalto à 13ª Esquadra) e Lena Headey são os protagonistas deste filme numa América futurista (2022) onde a solução para uma crescente e incontrolável onda de crimes deu origem a que o governo tomasse medidas radicais como o dia da purga, doze horas especialmente dedicadas à violência e onde todos podem extravazar todos os seus instintos mais selvagens, toda a pressão acomulada durante um ano, cometendo desde simples agressões a assassinatos indiscriminadamente ou sobre as pessoas de quem não gostam, sem que a polícia, médicos ou bombeiros se intrometam no desenrolar dos acontecimentos por mais graves que estes sejam. Sandin e a família, compreendendo e respeitando como todos em geral a necessidade deste dia, fecham-se todavia na sua casa especialmente fortificada para o efeito, esperando o final das doze horas, mas a entrada de um intruso leva ao desencadear de ocorrências imprevistas e que fogem ao controlo dos Sandin e os levam a ter uma participação inesperadamente activa neste dia. O que poderia ser apenas mais um filme violento e sem grande sentido é também um sério aviso sobre os perigos de uma sociedade em que cada vez mais matamos ou destilamos ódio pelos motivos mais insignificantes quase sempre resolvidas de um modo pouco racional. Ao contrário da maioria - que escolheria virar a cara para o lado perante alguém a ser atacado - o filho de James resolve acolhê-lo, abrindo uma brecha na muralha física mas também psicológica dos Sandin, colocando a sua família num perigo evitável, que se torna voluntário quando perante os perseguidores a família opta por não o entregar a uma morte certa,e os leva a tornarem-se também eles presas neste jogo da caça e do caçador, como ainda os leva a questionarem-se sobre os valores morais, razões e consequências deste dia. Esta decisão mostra a réstea de humanidade e de esperança numa sociedade cada vez mais perto dos seus instintos básicos não obstante séculos de evoluçao a que nem sempre corresponderam o racionalismo e o saber estar em sociedade. A realidade aumentada aos olhos de DeMonaco é rude, crua mas os sentimentos não são fictícios, muito pelo contrário. Quantas vezes abrimos os jornais e lemos sobre o assaltante que matou - sem necessidade - as suas vítimas, da pessoa que matou o patrão, do irmão que matou irmão, do filho que tirou a vida ao pai, do homem que matou a ex-mulher por ciúmes, ou tantas vezes por futilidades difíceis de compreender e ainda mais de aceitar. Quem nunca falou ou pensou mal de alguém, de um político, de um vizinho, de um "amigo" ou colega com palavras mais ou menos agressivas? Quanto tempo de evolução nos separará a nós do dia da purga?
sexta-feira, 7 de novembro de 2014
A CULPA É DAS ESTRELAS
Josh Boone traz-nos com A Culpa é das Estrelas a versão cinematográfica do livro de John Green com o mesmo nome, apenas o seu segundo trabalho como realizador. O filme conta o encontro e o envolvimento entre Augustus Waters, um jovem amputado de uma perna, cujo maior medo é não ser lembrado e Hazel Grace Lancaster, uma doente terminal que se mantém viva graças a uma droga experimental, ambos vítimas de um dos maiores flagelos deste século. O cancro, visto aqui pelos olhos dos dois jovens, famíliares e amigos, é o final implacável mas também o inimigo a quem enfrentamos com um sorriso nos lábios como na metáfora do cigarro que Augustus traz sempre consigo, embora apagado, como que querendo desmistificar tabus. Afinal, uma pistola só é uma arma quando alguém pressiona o gatilho, nunca a pistola em si.
O filme é um romance daqueles que nos fazem chorar, mas isso seria uma forma simplista de o caracterizar, e relegaria para segundo plano todo um humor inteligente e mordaz - Augustus diz a dada altura:“Não parecemos muita coisa, mas aqui nós temos cinco pernas, quatro olhos, e dois pares e meio de pulmões funcionais…” , e por vezes uma perspectiva positivista de encarar uma doença como o cancro sem o pessimismo do que é inevitável e definitivo, mas a oportunidade para decidirmos como queremos passar o resto do tempo que temos, numa espera silenciosa e agodizante, vendo a vida a passar do lado de lá da janela ou simplesmente fazendo parte dela no lado certo dessa janela que separa os vivos daqueles que morrem prematuramente mesmo antes do fim. O amor - mesmo que com os dias contados - é sempre uma opção, mesmo que o tempo que nos levará invariavelmente a todos de volta ao pó acabe por apagar as memórias de quem um dia fomos e do que quisemos ser, a todos sem excepção, cancerosos ou não, brancos ou pretos, populares ou perfeitos desconhecidos, todos seremos esquecidos por aqueles que nos seguiram e nos idolatraram, mas nunca por quem nos amou, porque não há no universo dor maior - nem mesmo a doença - que perder alguém que amamos. Com um elenco principal tendo por base jovens quase desconhecidos (Ansel Elgort entrou na nova versão de Carrie e juntamente com Sahilene Woodley contracenaram em Divergente), é nos papéis secundários que se encontram os nomes de peso como Laura Dern e Willem Dafoe, também eles preponderantes neste belíssimo filme. Imprescindivel para aqueles que sabem o que é ter alguém a quem gostam mais do que de si próprios. Ok?
quarta-feira, 22 de outubro de 2014
CAMINHOS PERIGOSOS - Um cocktail explosivo
Ao princípio era Eva e Adão. Ele, uma espécie de sir Galahad com o ego inflamado pelo sucesso. Ela, qual donzela desprotegida, lobo em pele de cordeiro, daquelas a quem fazemos constantemente promessas vãs enquanto aproveitamos para confortar num abraço ou mais as suas curvas sinuosas moldadas por pouca roupa ou nenhuma. Caminhos perigosos quando se juntam, ingenuídade e malícia, um daqueles cocktails capazes de transformar um super-herói num farrapo inútil, uma marioneta balançando às cegas num jogo de sombras do gato e do rato onde nem tudo o que parece é e o rei e a raínha se movem num tabuleiro minado de peões dúbios. O sexo no enredo como na vida surge como um meio, algo insídioso travestido de amor mas tão despido de sentimentos como Embeth Davidtz de roupa quando se apanha "desprevenida" nos braços de Branagh, um meio, nunca um fim, que esse foi, é e será sempre o vil metal, a riqueza que nos poe acima das necessidades e nos traz o poder, o patamar acima da maioria dos mortais. O mestre Grisham (O Juri, Tempo de Matar, O Cliente, Dossier Pelicano ou A Firma) conseguiu juntar um naipe de excelentes trunfos como Kenneth Branagh, Embeth Davidtz, Robert Downey Jr, Daryl Hannah, Tom Berenger, Robert Duval ou Famke Janssen, manipulando-os a seu bel-prazer, quer atraíndo o espectador como confundindo-o no minuto seguinte onde Grisham é exímio.
sábado, 18 de outubro de 2014
GHOST - IN YOUR ARMS AGAIN
4 anos depois do seu lançamento, só agora consegui encontrar as legendas para esta versão conjunta entre o Japão e a Coreia do Sul do famoso filme que permitiu a Patrick Swayze, Demi Moore e Whoopi Goldberg enternecerem muitos corações em 1990, ao som de Unchained Melody. Nesta versão de Tarô Ohtani, é o personagem femínino que, após um assalto, acaba por morrer e tornar-se um fantasma, ao contrário da versão original de Jerry Zucker. De resto, uma história com vários pontos de contacto, com a mesma capacidade de tocar os nossos corações, especialmente devido às excelentes actuações de Nanako Matsushima (Ring-A maldição) e Seung-heon Song (So Close). Aliás, em minha opinião, o filme em nada fica a perder com o seu antecessor, excepto num pormenor: Kirin Kiki não é Whoopi Goldberg, por muito que Kirin se esforce. Realce para a pequena Mana Ashida, excelente no papel de fantasma que ensina a personagem de Nanako Matsushima a controlar os objectos. Um belíssimo filme, uma excelente oportunidade para rever uma história que ficará para sempre na nossa memória.
domingo, 26 de janeiro de 2014
MAN OF STEEL
Definitivamente, Man of Steel é o nome apropriado para este recente filme de um dos mais populares heróis da Marvel, o Super-Homem, tal é a quantidade de aço e afins que são pura e simplesmente dizimados do princípio ao fim em cenas de grandes efeitos especiais mas que resultam por vezes entediantes - na minha opinião - tal é a sucessão de prédios que rebentam pelo meio, viaturas destruídas e vidros a voarem pelo ar, num sem-número de mortes não vistas mas adivinhadas.
Homem de Aço, realizado por Zack Snyder, que dirigiu entre outros Watchmen e 300 resulta num grande espectáculo visual com cenas próprias de um movimentado jogo de computador, mas nada traz de novo ao que conhecemos deste super-herói que se esconde sob o disfarce de Clark Kent. Falta-lhe conteúdo e mais um não sei quê de pequenos detalhes que faziam dos outros super-homens mais humanos do que esta máquina destruídora de Snyder.
Com um Henry Cavill (À Fria Luz do Dia, Os Tudors ou Stardust) bem intencionado mas plastificado e uns vilões pouco convincentes (Michael Shannon), salvam-se sobretudo os secundários e categorizados Diane Lane - cada vez mais bonita e competente -, Russell Crowe, Kevin Costner e Laurence Fishburne, com a multifacetada e cada vez mais completa Amy Adams (Golpada Americana, Os Marretas, À Noite no Museu 2, Uma História de Encantar) a tentar segurar as pontas dum filme sem muito por onde pegar e que nos deixa pouco mais que indiferentes.
quinta-feira, 9 de janeiro de 2014
CARRIE - 37 ANOS DEPOIS
Carrie é o remake do filme de Brian De Palma, de 1976, baseado na obra de Stephen King e retrata a vida de Carrie (uma vez mais brilhante a jovem Chloe Grace Moretz, que já vimos brilhar em Kick-Ass e Deixa-me Entrar), uma jovem oprimida por uma mãe (muito bem também a veterana Julianne Moore) fanática pela religião.Além dos
maus tratos em casa, Carrie também sofria com o abuso dos colegas de
escola. Aos poucos, ela descobre que possui estranhos poderes que podem tornar-se muito perigosos para todos aqueles que a rodeiam e humilham.
![]() |
| a menstruação é uma cena lixada |
Realizado por Kimberley Peirce (Os Rapazes Não Choram), esta nova versão de Carrie não deixa, em minha opinião, nada a desejar em relação ao original, estrelado por Sissy Spacek e que teve na muito talentosa Dakota Fanning uma das hipóteses para o papel principal ganho por Chloe. Não era tarefa fácil fazer um filme baseado em outro que foi e é uma referência nos filmes de terror, mas, sem fugir muito ao original e aliado às novas tecnologias que dão um ar mais moderno a esta história, o filme tem no desempenho das duas personagens principais um forte motivo de interesse para nos prender ao ecrã do princípio ao fim.
![]() |
| Chloe Grace Moretz acima em Carrie e aqui em Deixa-me Entrar, mas o mesmo estilo |
![]() |
| na versão original ainda não havia telemóveis |
sábado, 28 de dezembro de 2013
O REGRESSO DE JOHN McCLANE
"Tente não entrar em nenhuma confusão", é o pedido condenado ao fracasso de Lucy, a filha da personagem de Willis, antes deste apanhar o avião para a Rússia, onde se desenrola este A Good Day to Die Hard e também a premissa para pouco mais de hora e meia de acção, muita acção.
Nesta nova aventura dirigida pelo irlandês John Moore (aos 43 anos já dirigiu Max Payne e Atrás das Linhas do Inimigo), Bruce Willis contracena com Jai Courtney (o australiano que já vimos em Jack Reacher ou Spartacus) no papel de filho de John, a repetente Mary Elizabeth Winstead (Scott Pillgrim Contra o Mundo) como Lucy, a filha e o também alemão - como Bruce Willis - Sebastian Koch, celebrizado por As Vidas dos Outros e Sem Identidade. Destaque-se ainda a bonita presença da russa Yulia Snigir, mais uma personagem de uma lista interminável daqueles que tentam acabar com a vida do cowboy John McClane. Nunca é Um Bom Dia para Morrer mantém-se fiel à linha traçada desde o primeiro Die Hard e o resultado só poderia ser mais um excelente blockbuster capaz de proporcionar um bom entretenimento ao espectador.
quarta-feira, 25 de setembro de 2013
OBSESSÃO
A história deste Crush gira em torno da obsessão que algumas pessoas têm por outras mais populares, quer sejam figuras públicas ou simplesmente os rapazes e raparigas mais cool do colégio, uma obsessão motivada pela sua personalidade, inteligência ou muitas vezes apenas pelo seu aspecto físico. Este filme mostra ainda de uma forma simples, mas que suscita algumas questões importantes a importância dos novos meios de comunicação, das novas tecnologias, redes sociais, quando usadas para desvendar o máximo de dados possiveis sobre outras pessoas de uma forma quase abusiva, mas que se encontram expostos de livre vontade por cada um de nós, muitas vezes sem consciência do perigo que a exposição da nossa intimidade e dados pessoais implica.
Crush, realizado em 2013 por um pouco conhecido Malik Bader, conta no seu elenco com um grupo de jovens actores já com diversas passagens pelas séries da moda, CSI's, Tudors, etc, como Lucas Till (X-Men: o início), Reid Ewing (Noite do Medo), Crystal Reed (Crazy Stupid Love), Sarah Bolger (As Crónicas de Spiderwick) ou Camille Guaty (As minhas adoráveis ex-namoradas), num filme que nos envolve numa intriga em que nem sempre tudo é tão óbvio como nos é dado a crer, muito contribuíndo para isso uma realização com pormenores brilhantes de tão simples, que por vezes nos escapam à atenção.
Sem ser um excelente filme de suspense, merece quanto a mim uma oportunidade da parte daqueles que apreciam os filmes do género.
sábado, 3 de agosto de 2013
NOS LIMITES DO SILÊNCIO
Confesso que já tinha algumas saudades de Andy Garcia, pelo que, quando soube deste Nos Limites do Silêncio, realizado em 2001 por Tom McLoughlin não hesitei e sinceramente, em bom tempo o fiz. O filme conta a história de Michael Hunter, um brilhante psicólogo cuja vida profissional e pessoal se desmoronou após o suicídio do filho. Michael (Andy Garcia) refugia-se então de tudo e de todos, evitando mesmo qualquer envolvimento mais próximo a nível profissional, preferindo escrever livros a um contacto mais directo. Tudo corria "bem" até ao momento em que uma ex-aluna lhe pede ajuda para avaliar Tommy, um jovem que passou por um trauma quando criança e e que vai fazer Michael recordar o seu próprio filho. Agora tem finalmente a oportunidade de enfrentar os seus fantasmas do passado e fazer por este jovem o que não conseguiu fazer pelo filho.
Um excelente drama psicológico com Andy Garcia no seu melhor, bem acompanhado por um perturbante e surpreendente Vincent Kartheiser, num filme que joga com as nossas emoções de uma forma intensa e nem sempre previsível, prova do quanto podemos dizer com os nossos próprios silêncios.
terça-feira, 16 de julho de 2013
OS JOGOS DA FOME
Os Jogos da Fome é um filme americano de 2012, baseado no livro homônimo
de Suzanne Collins, o primeiro de uma trilogia. É dirigido por Gary
Ross e estrelado por Jennifer Lawrence (A Casa do Fim da Rua, X-Men First Class, O Castor e vencedora do Oscar por Guia Para Um Final Feliz), Josh Hutcherson (Bridge to Terabithia, Winged Creatures ou Viagem ao Centro da Terra 1 e 2) e Liam Hemsworth (Sinais do Futuro, A Melodia do Adeus e Os Mercenários 2).
A história é interessante e original, com a escolha por sorteio de duas pessoas de doze distritos diferentes para jogarem uma espécie de Big Brother de sobrevivência onde só uma pessoa pode ficar viva e consequentemente vencer o concurso, num retrato cruel em que espectadores deliram com cada morte e o jogo vai sendo manipulado pelos poderosos ao sabor das audiências e das expectativas dos seus organizadores, como um antigo circo romano. Estará a ficção tão distante da realidade?
Confesso que parti para este filme com as minhas expectativas um pouco elevadas, o que raramente ajuda na apreciação final e a verdade é que, embora tenha gostado, achei que o filme avança lentamente no meio de promessas que que ficam na sua maioria por cumprir e que por vezes o travam, dando-me a impressão de que houve algum receio do realizador de chegar além, de tentar fazer de um bom filme algo espectacular, que ficasse na memória dos espectadores. Assim não acontece, apesar do bom enredo e de um final que não se esgota, - deixando já aliciantes para a segunda parte - e de um rosto bonito, daqueles que as câmaras costumam gostar, mas a carecer ainda de outro tipo de exigência, não obstante o Oscar ainda fresquinho, para provar que esta norte-americana de 22 anos é bem mais que uma cara bonita.
quinta-feira, 6 de junho de 2013
911 EMERGÊNCIA!
Jordan (Halle Berry) é funcionária do sistema de emergência da polícia americana, que passa por um momento traumatizante, depois de ter recebido a ligação de uma jovem cuja casa é invadida por um estranho que acaba por a matar, desenlace pelo qual Jordan se responsabiliza. Algum tempo mais tarde, uma situação semelhante, agora com outra rapariga, vai colocá-la perante um desafio que toma contornos pessoais.
Dirigido este ano por Brad Anderson (O Maquinista), este foi um dos melhores filmes que já vi este ano, com bastante suspense, a fazer lembrar-me um pouco, Celular, com Kim Basinger. Halle Berry volta a demonstrar ser muito mais que uma cara bonita, como peixe dentro de água neste género de filmes e com uma carreira cada vez mais consolidada. Uma boa sugestão para uns momentos agradáveis.sábado, 30 de março de 2013
PLAY IT AGAIN, SAM!
Era
impossível não se lembrar de Rick Blaine naquele momento. Curioso que
por mais anos que se passassem desde a última vez que vira aquele filme
ainda se lembrasse tão bem do nome das personagens. Contudo, não era a
famosa cena do piano que lhe vinha tantas vezes à memória, nem a
inesquecivel melodia, mas sim a cena do aeroporto onde um fleumático e
imperturbável Bogart desejava felicidades a Victor e a Ilsa. Há poucas
dores maiores do que essa manifestação latente de altruísmo. Sabia-o
perfeitamente, de já ter passado por elas mais do que uma vez, umas
vezes com mais sinceridade e dificuldade do que outras. Podem dizer que é
um acto nobre o de abdicar da própria felicidade, de uma das poucas
razões que nos levam a acordar dia após dia com vontade de seguir em
frente, em detrimento da felicidade da pessoa amada. Que se foda a
nobreza! Ela chamara-o de complicado, depois de dizer uma vez mais que o
amava. Ele sabia que era algo mais, para além de todas as desculpas
pouco convincentes que treinara antes de se encontrar com ela. A falta
de coragem não era um acto nobre nem altruísta. Parecia fácil para
Bogart, hipotecar assim a última réstea de esperança e mesmo assim
manter aquela pose que só Bogart tinha e que lhe fazia a ele sentir uma
devastadora e redutora sensação de fragilidade. Os homens não choram.
Bogart não chorava. Mas ele sim. Fê-lo, por dentro, quando ela lhe
perguntou se ele não ía lutar pelo que ambos sentiam. E Rick? Os dois
tinham atirado a toalha ao chão, com a diferença que o outro continuava
ali, imperturbável, com aquele ar de "não estou nem aí" que agora o
irritava solenemente, uma pedra de gelo incapaz de sentir quaisquer
remorsos. Foi nessa altura que compreendeu, tantas vezes tinha visto
aquele filme e nunca dera por isso: Rick não amava Ilsa, não daquela
maneira que ele concebia que o amor devia ser para ser amor, total.
"Play it again, Sam!", que bom seria se a vida fosse uma canção que
pudessemos simplesmente voltar a tocar.domingo, 24 de março de 2013
LOVERS VANISHED
"Uma vez você me perguntou: viver a vida inteira sem ver o mar ou reduzir sua vida e vê-lo uma vez? Qual escolheria?"
"Lovers Vanished ou Stormy Night é um filme coreano independente de 2010, que assume
corajoramente o controverso tema da AIDS, ao acompanhar a fatídica
relação entre um criminoso em fuga e uma jovem mulher, com um passado
trágico. A temática do filme se insere, quando Mia (Hwang Woo Soul) encontra seu
amante, mágico, San Byun (Jung Yun Min) com seu namorado homossexual, em
quem ela dispara, acidentalmente. San Byung assume a culpa
pelo crime e conhece na penitenciária Su In (Kim Nam Gil), um jovem que
foi condenado à prisão perpétua pelo assassinato de sua esposa, um crime
que ele alega não ter cometido.
Acreditando que seria libertado por razões humanitárias, Su In injeta-se
com o sangue contaminado de Sang Byun, apenas para descobrir que
somente será transferido para um hospital penitenciário. Desesperado
para encontrar o amante de sua esposa e o seu real assassino, ele
consegue fugir e o encontra (Kim Jae Rok), só para testemunhar o seu
suicídio. Desesperançado em viver, Su In se encaminha para um remoto
café em Jeju, seguindo as instruções Sang Byun, lá ele encontra Mia. Floresce um gradual sentimento entre ambos, a polícia contudo, está cada
vez mais perto de Su In. Parece muito pouco provável que os dois tenham
uma real chance de felicidade."
Pensei em começar a descrever este filme como a história de três seres abandonados pela fortuna, mas estaria a mentir. Mia, San Byung e Su In escolheram o seu próprio destino, escolheram ser felizes e são-no, de uma forma talvez atípica, cada um à sua maneira, mesmo que isso implique a sua liberdade ou longevidade. Mas de que vale a vida se não podermos estar com a pessoa que amamos? Por isso Su In não hesitou quando a vida o colocou perante a pergunta com que abri esta postagem, mesmo sabendo que provavelmente viveria menos tempo do que se fosse entregar às autoridades, mesmo sabendo que se arriscava a fazer de Mia sua cumplice. Em A Verdadeira História de Jack, O Estripador, a personagem de Johnny Deep prefere afastar-se de Heather Graham de forma a não colocar a vida dela em risco. Talvez ele não a amasse. Talvez ele - supostamente o herói, o tipo certinho, do lado bom da sociedade - apenas sentisse, não condescendência, mas uma atracção pela pureza de quem "supostamente" deveria personificar o lado errado, a impura pela sua personificação de prostituta. Aqui, Su In não é vilão nem herói, como não o são nenhum dos personagens retratados, à excepçao de um inescrupuloso vizinho de Mia. Em Lovers Vanished existem vítimas, sobreviventes, pessoas que não desistem da vida e da felicidade, do carácter, mesmo doentes, mesmo estando limitados pelas grades de uma prisão.
E vocês, que escolheriam? Uma hora de amor ou uma vida inteira, longa sem nunca amarem?
E vocês, que escolheriam? Uma hora de amor ou uma vida inteira, longa sem nunca amarem?
sexta-feira, 22 de março de 2013
THE GATHERING
"No interior da
Inglaterra um casal de jovens cai em um buraco. O rapaz morre na hora,
mas a jovem viveu cinco dias e faleceu logo após ter sido encontrada.
Seria só mais um acidente, mas no buraco haviam
esculturas em baixo relevo que pareciam olhar para uma cruz, sendo que
nela havia uma imagem de Jesus. O padre Luke Fraser (Simon Russell
Beade) pede para Simon Kirkman (Stephan Dillane), um estudioso do
assunto, inspecionar o local. Paralelamente Marion (Kerry Fox), sua
mulher, atropela uma jovem e, ao levá-la ao hospital, fica sabendo que é
Cassie Grant (Christina Ricci). Marion fica surpresa quando o médico
lhe informa que Cassie sofreu apenas ferimentos leves, pois parecia um
choque violento. Cassie só demonstra estar desorientada, mas isto é
considerado perfeitamente normal, pois sua memória pode ter sido um
pouco afetada. Como recebeu alta Marion resolve acolhê-la na sua casa,
onde Cassie se integra rapidamente e informalmente se torna a babá de
Michael (Harry Forrester) e Emma (Jessica Mann). Cassie passa a ter
visões de pessoas da cidade sofrendo mortes bem violentas, sendo que ao
tentar descobrir o sentido de tudo aquilo se depara com uma terrível
verdade."
Se existe algum crime, algum pecado na curiosidade mórbida, por vezes, que nos leva a querermos presenciar acidentes, assassinatos ou outros tipos de catástrofes, ele não se encontra no simples facto de observarmos, mas no de, ao fazê-lo, e podendo evitá-lo não o fazermos, tornando-nos cumplices e merecedores de sermos castigados por isso. Esta é a moral a extrair deste The Gathering, dirigido em 2003 por Brian Gilbert, que conta ainda com Ioan Gruffudd (Quarteto Fantástico e Rei Artur) no seu elenco.
É um filme com uma ideia interessante capaz de nos prender ao ecrã, embora por vezes pareça tornar-se um pouco confusa e nem sempre bem explicada. Apenas um pormenor que quase passa despercebido no magnetismo habitual de Christina Ricci, "a navegar" em águas que não lhe são desconhecidas num filme que não sendo de terror não deixa de estar envolto num complexo mistério, bem ao estilo de outros trabalhos desta actriz nem sempre valorizada no meio comercial cinematográfico.
Se existe algum crime, algum pecado na curiosidade mórbida, por vezes, que nos leva a querermos presenciar acidentes, assassinatos ou outros tipos de catástrofes, ele não se encontra no simples facto de observarmos, mas no de, ao fazê-lo, e podendo evitá-lo não o fazermos, tornando-nos cumplices e merecedores de sermos castigados por isso. Esta é a moral a extrair deste The Gathering, dirigido em 2003 por Brian Gilbert, que conta ainda com Ioan Gruffudd (Quarteto Fantástico e Rei Artur) no seu elenco.
É um filme com uma ideia interessante capaz de nos prender ao ecrã, embora por vezes pareça tornar-se um pouco confusa e nem sempre bem explicada. Apenas um pormenor que quase passa despercebido no magnetismo habitual de Christina Ricci, "a navegar" em águas que não lhe são desconhecidas num filme que não sendo de terror não deixa de estar envolto num complexo mistério, bem ao estilo de outros trabalhos desta actriz nem sempre valorizada no meio comercial cinematográfico.
sexta-feira, 15 de março de 2013
ALWAYS - A PERFEIÇÃO DOS AMORES IMPERFEITOS
"Always ou Apenas Tu é um filme de drama e romance realizado na Coreia do Sul em 2011, por Song Il-gon, com So Ji-sub e Han Hyo-joo como protagonistas de uma triste história de amor entre um ex-lutador de artes marciais mistas e uma rapariga que havia perdido a visão após um acidente enquanto conduzia."
Já não via um filme asiático há algum tempo e a verdade é que à primeira tentativa voltei a ser agradavelmente surpreendido por um filme sul-coreano, com uma história que noutros países, às mãos de outros realizadores provavelmente mais experientes que este Song Il-gon, não passaria de um drama insipiente e lamechas, mas que neste contexto resulta numa amálgama de sentimentos intensa, apaixonante e por vezes arrepiante, o que para mim já não é novidade.
Apenas Tu é um filme de amor, raramente fácil mas que não consegue deixar de ser previsivel para o espectador, um pormenor mais ou menos relevante mas que perde importância se pensarmos que o filme não se resume ao típico romance complicado mas que no fim acaba bem para o mocinho e para a heroína tantas vezes futeis. Catalogar Always neste género seria demasiado redutivo para um filme de sentimentos, de coragem face aos infortúnios que fazem a vida das pessoas reais, que fala sobre destino, um destino quase sempre ingrato e irónico que tão lentamente nos leva ao cume da montanha como tão depressa nos atira para o abismo.
Um filme a não perder para os amantes do bom cinema no geral e em particular para aqueles que ainda resistem, socorrendo-se de preconceitos infundados ao que é produzido num mercado ainda tão desconhecido para nós. Como nos mostra o filme, mais do que a beleza estética, exterior, tantas vezes ofuscante como falsa, a verdadeira beleza é aquela dos sentimentos, aquela que nos faz enxergar com os olhos do coração.
Subscrever:
Mensagens (Atom)











%2B2011%2B3.jpg)

































-02.jpg)




